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Livros teóricos

Vamos começar a fazer indicações de leituras teóricas por aqui também!

E a primeira de todas não poderia ser diferente, vocês já devem estar cansados de ver esse nome ser referenciado nos nossos posts!

📚 Hoje vamos falar um pouquinho da trilogia Terceiro Reich do historiador britânico Richard J. Evans.

Evans foi professor de história na Universidade de Cambridge até a sua aposentadoria em 2014 e é um dos maiores especialistas em nazismo da atualidade. Essa trilogia é um trabalho monumental e nos dá muitas referências sobre os 12 anos do governo de Adolf Hitler.

➡️ No primeiro volume, "A chegada do Terceiro Reich", o historiador retoma Bismarck e alguns aspectos da história alemã para analisar a chegada de Hitler e a instauração da ditadura nazista em seus primeiros anos.

➡️ O segundo volume, "O Terceiro Reich no poder" nos traz os aspectos gerais da estrutura do regime nazista. Evans traça a destruição da República de Weimar e o estabelecimento oficial do antissemitismo, nos apresentando o que mudou na cultura, na educação, na juventude, na medicina, na propaganda, enfim. Como era a vida de um alemão durante o Terceiro Reich? Esse livro ajuda a responder essa questão.

➡️ No último volume da trilogia, "O Terceiro Reich em guerra", o historiador foca nos aspectos da política interna e externa do Führer durante o desenrolar da Segunda Guerra Mundial. Neste livro, temos os detalhes das operações militares e o fracasso da Alemanha na guerra, culminando na destruição do país e no extermínio de milhões de judeus e de outros povos na Europa. Lemos mais sobre o Holocausto e também sobre o que aconteceu com os nazistas com o fim da Segunda Guerra.

📚 A trilogia de Richard Evans é um bom ponto de partida para quem quer começar a estudar sobre o regime nazista e um ótimo material para consulta didática, já que conta com milhares de notas e relatos de pessoas que viveram durante o período. Se você quer iniciar uma pesquisa sobre nazismo mas não sabe por onde começar, comece pelo Evans!

Dando sequência às nossas indicações de leituras teóricas - e seguindo a Semana Hannah Arendt do NEPAT - hoje nós vamos falar sobre "A vida do espírito".

📚 "A vida do espírito" foi o último trabalho de Hannah Arendt, interrompido por sua morte, em 1975, e considerado por muitos como a obra mais importante da autora. Os ensaios foram organizados pela amiga de longa data de Arendt, Mary McCarthy, e lançados originalmente em inglês como "The life of the mind". Estamos indicando a oitava edição, de 2018, da Editora Civilização Brasileira.

➡️ O livro é dividido em dois volumes e mais um apêndice, destinados a compreensão das atividades do espírito. O primeiro volume é denominado "O pensar", o segundo volume, "O querer", e o apêndice/terceiro volume, "O julgar", que contém excertos das suas conferências sobre a filosofia política de Kant. Arendt se dedicou a esse projeto por cerca de dez anos e o apresentou de forma abreviada como palestras e cursos.

➡️ A reflexão de Arendt sobre a existência humana havia se iniciado em "A condição humana" e "A vida do espírito" aparece como uma obra complementar dessas indagações anteriores. Arendt inicia o livro falando sobre o julgamento de Adolf Eichmann, o exemplo do mal que surge da ausência de pensamento, um julgamento que lhe levou a indagações profundas acerca da própria atividade do pensamento. Afinal, pode o pensamento evitar o mal? Quem somos nós quando pensamos - e, para onde vamos, quando exercemos essa atividade?

📚 "A vida do espírito" busca romper com grande parte do pensamento metafísico da tradição filosófica, como ela mesma diz. Sua análise compreende também a atividade do juízo em um mundo de aparências, os exemplos que escolhemos para guiar nossas ações e, em grande medida, persegue a pergunta: "com que outro desejo ou suporto viver junto?". É um livro denso e desafiador mas fundamental para compreender melhor a linha de raciocínio de Arendt.

📚 Dando sequência aos posts da Semana Hannah Arendt do NEPAT: hoje nós vamos indicar alguns livros de comentadores brasileiros da obra de Hannah Arendt. Essas são excelentes obras de apoio para compreender melhor a teoria da filósofa e para pensar em diálogos possíveis para os conceitos que ela utiliza. Arendt possui uma produção muito extensa e nem sempre acessível, com muitos estudiosos que também publicam em inglês ou alemão. Justamente por isso achamos que seria uma boa ideia indicar bons comentadores e estudiosos brasileiros de sua obra, para vocês terem um contato maior com a qualidade da produção nacional sobre Arendt.

Se liga nos stories que também vai ter algumas indicações de artigos e livros de coletâneas por lá!

▪️ "Hannah Arendt: pensamento, persuasão e poder", de Celso Lafer, professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de São Paulo (USP). Lafer foi aluno de Arendt quando ela lecionou nos Estados Unidos.

▪️ "Ética, responsabilidade e juízo em Hannah Arendt", de Bethania Assy, professora do Departamento de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e professora adjunta na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

▪️ "O pensamento à sombra da ruptura: política e filosofia em Hannah Arendt", de André Duarte, professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

▪️ "Hannah Arendt: pensadora da crise e de um novo início", de Eduardo Jardim, professor do Departamento de Filosofia e do Departamento de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

▪️ "Hannah Arendt e a banalidade do mal", de Nádia Souki, doutora em filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e professora da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia.

▪️ "Hannah Arendt e a Modernidade: política, economia e a disputa por uma fronteira", de Adriano Correia. O autor é professor de ética e filosofia política da Universidade Federal de Goiás e participou do nosso podcast, Desnazificando, falando sobre o conceito de banalidade do mal.

Dando sequência às nossas indicações de leituras teóricas - e seguindo a Semana Zygmunt Bauman do NEPAT - hoje nós vamos falar sobre "Identidade".

📚 "Identidade" é um livro de Bauman em entrevista com Benedetto Vecchi, jornalista italiano. Outros livros nesse modelo de entrevista são, por exemplo, "Cegueira Moral" e "Mal líquido", ambos em entrevista com o filósofo e cientista político Leonidas Donskis.

➡️ As entrevistas foram feitas por e-mail e transformadas em livro. Aqui, Bauman não busca definições e sim entender conexões e tecer comentários sobre questões complexas que perpassam a nossa sociedade, compreendendo a Modernidade como um longo processo.

➡️ Tendo precisamente esse processo conturbado da Modernidade como pano de fundo e partindo da sua experiência pessoal na Polônia, Bauman analisa a identidade em sua relação com o colapso do Estado do bem-estar social, o esvaziamento das instituições democráticas e a privatização da esfera pública. O conceito, ligado ao Estado-Nação moderno, vem, portanto, carregado de perspectivas imbricadas desse Estado, como o próprio conceito de nacionalidade.

📚 Assim, o sociólogo propõe que a identidade é uma ficção da era moderna, uma construção que demandava convencimento e, principalmente, coerção. Em diálogos com outros teóricos, como Giorgio Agamben, Bauman analisa a dissolução de comunidades menores e o surgimento da nação com o nascimento da identidade "como problema e, acima de tudo, como tarefa". A ideia de pertencimento vem atrelada à exclusão dos não pertencentes - ou de quem é definido como não pertencente. O livro traz uma reflexão muito rica para compreendermos a construção da Modernidade e seus ideais forjados, bem como para nos alertar para as problemáticas ainda atuais que envolvem esse processo tão socialmente desigual.

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