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Agosto de 2020

"No verão de 1933, a criação de um Estado de partido único estava quase completa. Apenas Hindenburg permanecia como um obstáculo potencial à conquista do poder total, uma nulidade senil aparentemente sem qualquer resto de vontade própria, cujo cargo havia sido neutralizado pelas disposições da Lei Plenipotenciária. [...] Em 28 de junho de 1933, Joseph Goebbels já celebrava a destruição dos partidos, dos sindicatos e dos paramilitares e sua substituição pelo monópolio do poder do Partido Nazista e de suas organizações afiliadas: 'A via para o Estado total. Nossa revolução tem um dinamismo excepcional'"

(Richard Evans, "A Chegada do Terceiro Reich")


Em 2 de agosto de 1934, faleceu Paul von Hindenburg, à época presidente da Alemanha. Hindenburg nasceu em 2 de outubro de 1847 e teve uma carreira militar bem sucedida, após sua entrada no exército em 1866. Ele serviu na Guerra Austro-Prussiana (1866) e na Guerra Franco-Prussiana (1870 - 1871). Quando do início da Primeira Guerra Mundial, o general reformado foi chamado para assumir uma campanha, na qual obteve grande êxito. Em 1925, ele foi eleito como presidente e, em 1932, voltou a concorrer para o mesmo cargo após o mandato de 7 anos. O general, com 84 anos, relutou em concorrer novamente, mas era visto por seus partidários como único candidato que poderia suplantar Adolf Hitler e manter a democracia.

Hindenburg foi eleito no segundo turno e, em 1933, após uma série de dificuldades políticas e atritos, não apenas no âmbito governamental, como também social, Hindenburg foi convencido por Franz von Papen, chanceler da Alemanha na época, da necessidade de nomear Hitler para tal cargo. O crescimento do Partido Nazista e seu movimento, bem como a sobreposição da sua ideologia com outras, conservadoras e até mesmo liberais, levaram Hitler à Chancelaria do Reich em 30 de janeiro de 1933. A partir de então, a influência política de Hindenburg diminuiu paulatinamente. Com o seu falecimento e a abolição do cargo de presidente, Hitler recebeu o título de Führer da Alemanha.

“Nós agora estamos preparados para obliterar mais rápida e completamente todo empreendimento produtivo que os japoneses têm acima do solo em qualquer cidade. Nós destruiremos suas docas, suas fábricas e suas comunicações. Que não haja dúvida; nós iremos destruir completamente o poder do Japão de fazer guerra.”

(Harry Truman, 6 de agosto de 1945)


Os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki, em 6 e 9 de agosto de 1945 respectivamente, foram as primeiras e únicas ocorrências de uso de armas nucleares em guerra e contra civis. Hiroshima foi atingida por uma bomba de urânio, “little boy”, equivalente a cerca de 20 toneladas de TNT. A explosão formou uma bola de fogo gigantesca que destruiu tudo em um raio de 7km do marco zero. Entre 80 a 140 mil pessoas morreram e outras 100 mil ficaram feridas. Já Nagasaki foi atingida por uma bomba de plutônio, “fat man”, que equivalia a 22 mil toneladas de explosivo, mais destrutiva. Devido a topografia da cidade, a explosão em Nagasaki foi menos devastadora. Ainda assim, cerca de 35 a 40 mil pessoas morreram. Hoje, a estimativa total inclui os que faleceram posteriormente devido aos efeitos nocivos da radiação, totalizando 240 mil óbitos.

Os Estados Unidos começaram a desenvolver armas nucleares em 1942, com o Projeto Manhattan, e as bombas ficaram prontas em julho de 1945. Como a guerra na Europa já havia acabado, foi decidido que seriam usadas contra o Japão. O objetivo era atingir locais estratégicos e intimidar o exército japonês com o poder destrutivo para forçar a rendição. Os sacrifícios se justificariam pela preservação de inúmeras outras vidas, ao evitar a invasão do Japão.

A historiografia ainda debate se as bombas atômicas teriam sido a única forma de adiantar o fim da guerra, um "mal necessário". Alguns argumentam que, devido a intransigência e fanatismo dos líderes militares japoneses, só a possibilidade de aniquilação total foi pressão suficiente para dar forças a facção pró-paz. A questão que fica é se o uso de armas desse tipo é moral ou eticamente justificável, independentemente de sua possível utilidade estratégica.

“Pouco antes da invasão, Hitler havia garantido a não intervenção do ditador russo Josef Stálin, assinando cláusulas secretas de um Pacto Alemão-Soviético [...] que acertou a repartição da Polônia entre os dois Estados ao longo de uma linha de demarcação combinada. Nas primeiras duas semanas após a invasão alemã, Stálin se contivera [...]. Mas, quando ficou claro que a resistência polonesa fora rompida, a liderança soviética autorizou o Exército Vermelho a se deslocar para dentro do país a partir do leste. Stálin estava ávido para agarrar a oportunidade de reaver o território que pertencera à Rússia antes da Revolução de 1917”

(Richard Evans, “O Terceiro Reich em Guerra“)


Na madrugada de 24 de agosto de 1939, ocorreu a assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop, também conhecido como Pacto de Não-Agressão Germano-Soviético ou simplesmente Pacto Nazi-Soviético, que determinou a neutralidade da Alemanha e da União Soviética em caso de conflito. Apesar de ter ocorrido no dia 24, o documento foi datado com o dia 23 de agosto. O tratado foi assinado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros Joachim von Ribbentrop, representando a Alemanha, e Viatcheslav Molotov, pela URSS.

Além de firmar um acordo para que não houvesse agressão entre os envolvidos, também ficou estabelecido o não-alinhamento com países inimigos de nenhuma das partes. O pacto contava, ainda, com uma cláusula secreta que determinava a divisão da Polônia entre a Alemanha e a União Soviética, de acordo com uma linha de demarcação previamente combinada. A invasão alemã ocorreu no dia 1º de setembro e a soviética, no dia 17 do mesmo mês. A fronteira final no território polonês ocupado por ambos os países foi definida em 28 de setembro de 1939, a partir de um novo tratado.

O Pacto Molotov-Ribbentrop foi estratégico para a Alemanha, que pôde se concentrar apenas na frente ocidental de batalha quando da declaração de guerra. O acordo, entretanto, foi rompido quando a Alemanha invadiu o território polonês ocupado pela URSS, na Operação Barbarossa, em 22 de junho de 1941.

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